Amar a própria alma!

Em alguns momentos nos sentimos exaustos de tantos porquês, de tanto raciocínio que busca causas, aponta o que faltou, o que não foi amado ou não amou.


Lemos biografias de pessoas de sucesso, acreditando encontrar uma fórmula mágica que nos faça felizes para sempre, mas esquecemos que somos singulares e o que constrói a um pode destruir a outro...


Pois é, e daí, o que fazer então?


Inspirar-se no outro pode ser o inicio do caminho, porém, as páginas escritas a partir daí devem ser baseadas naquilo que você pode escrever por conta própria, ou seja, com aquilo que não te viola, com aquilo que realmente faz sentido para você, neste momento.


Entendo "amar a própria alma" como um convite para o autodescobrir-se, uma proposta que tira do outro a responsabilidade de nos fazer completos, que tira do outro a responsabilidade de nos dar respostas prontas, que tira do outro a responsabilidade de curar em nós aquilo que só nós podemos ressignificar.


Amar a própria alma pode ser amar do jeitinho que consegue sentir ela hoje, com potências e demências, e acolhendo isso tudo, colocar-se a caminho...


Nesses momentos podemos precisar da ajuda do outro, do ombro do outro, da lucidez de quem vê de fora, mas que isso seja apenas o referencial externo que possa te conduzir ao interno, o lugar que verdadeiramente reside suas medidas e potencialidades.